Descritivo da imagem.

Joaquim

O paulistano estreou no mercado fonográfico com os dois pés na porta: um single excelente (‘Emboscada’), seguido de um álbum melhor ainda (‘Varanda dos Palpites’) - tudo isso alinhado com uma identidade visual e discurso muito bem construídos e, apesar de familiar, original.

Talvez seja familiar para mim porque estudei com Joaquim na faculdade, e sempre fui fã dos trabalhos dele. Em conversas reparei o tanto que ele conhece e consome arte e o mundo, e não tive dúvidas quando chegou o momento de escolher o primeiro convidado do mês do Clube Onze.

Perguntei: Como você costuma descobrir artistas e coisas novas? No que tem trabalhado recentemente?

R: Sugestão de gente com bom gosto sempre é o caminho mais rápido. Mas a internet já me apresentou muita coisa do áudio e do visual que levo como referência, também. Acho que especialmente sugestão de amigos e fragmentos de conteúdo digital. E trabalhando nessa constante da carreira artística.

Com shows recentes em São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro, o Joaquim iniciou sua carreira com o pé direito, sendo (para mim) o novo nome da MPB que mais anima acompanhar o decorrer da estrada.

Para ouvir.

Quando mandei mensagem para o Joaquim convidando para participar do projeto, sugeri que nessa seção “Para ouvir” ele fizesse um Top 11 álbuns que ele mais gosta. Como artista, sempre gosto de organizar minhas referências em listas, ‘tops’ e similares, e imagino que outros músicos também façam o mesmo - e eu estava certo!

Como ele mesmo disse “(…) o álbum foi até mais fácil porque eu já tinha uma pré-lista.(…)

Mas um adendo dele mesmo:

‘Não divulgue como meus onze álbuns favoritos (…) porque certamente tem outros que eu prefiro ou não prefiro ou que eu não pensei. Eu quis fazer uma mistura de álbuns importantes para mim, com álbuns que eu considero fenomenais, mas que pode mudar a qualquer momento.’

LISTA (sem ordem):

  • Luar (Gilberto Gil);

  • Elis 1972 (Elis Regina);

  • Songs In The Key Of Life (Stevie Wonder);

  • Melhor do Que Parece (O Terno);

  • Little Electric Chicken Heart (Ana Frango Elétrico);

  • João Gilberto 1973 (João Gilberto);

  • Inner Voices (McCoy Tyner);

  • Carlos Erasmo (Erasmo Carlos);

  • Still Crazy After All These Years (Paul Simon);

  • Doo Hoops & Hooligans (Bruno Mars);

  • Caça A Raposa (João Bosco);

Para ler.

Perguntei: Qual texto você compartilharia com todos se tivesse a oportunidade? Ou qual trabalho/livro mais te marcou?

R: O Noites Tropicais, do Nelson Motta foi importante para formalizar algumas organizações da música brasileira na minha cabeça, e acho uma leitura quase obrigatória para quem quer fazer música popular aqui. Têm livros mais belos mas pensando no tema que me comove, acho que é o que melhor posso recomendar com propriedade.

Para conhecer.

Perguntei: Qual seu lugar favorito para sair? Ou qual lugar recentemente te conquistou?

R: Por proximidade e por de fato ser um bar muito completo, o do Gonzaga na Cardeal (Arco Verde) é o mais certeiro. Fui conhecer recentemente a Ria Livraria e gostei bastante também. Quando forem ao Rio comam no Trégua. E em São Paulo, além dos izakayas, a feijoada do Bar do Bigode e o Porco no Pão do Tosquinho são certezas.

Para assistir.

Perguntei:

R: Acho que poucos brasileiros viram Atlanta pela forma que chegou desorganizada aqui. Mas tem que ver. O último filme que vi e gostei muito realmente foi O Quarto Ao Lado. Meu filme predileto da vida é Dr. Strangelove.

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