João Gomes no Tiny Desk.

08.10

Essa, sim, é a newsletter do Clube Onze. Pela primeira vez vocês estão recebendo as recomendações e sendo impactados pela nossa curadoria - e garanto que não vou deixar decepcionar.

Para ouvir - Esperando Sentado, Pagando Pra Ver (Papôla)

Descobri a Papôla na minha última viagem ao Rio, para o Rio2C. Fiquei encantado com a vibe da apresentação deles no evento, e desde então tenho acompanhado os trabalhos e o desenvolvimento do grupo.

O álbum ‘Esperando Sentado, Pagando Pra Ver’ é o último lançamento da banda, e tem uma sonoridade ao mesmo tempo nostálgica e moderna, conversando desde Poomplamoose à Capitão Fausto. Realmente um evento para ficar de olho.

Para ler - Essa Gente (Chico Buarque)

O primeiro e único livro que li do artista, compositor e tantas outras coisas. Demorei mais do que me orgulho para pegar algum trabalho do Chico Buarque para ler - e não me arrependi.

O livro torma forma em um diário de Manuel Duarte, um escritor residente no Leblon, e retrata, da forma mais honesta e transparente, o dia a dia de um homem que pensa ser bem mais do que realmente é. E a história termina de forma arrebatadora, de uma forma que apenas o autor consegue.

Para conhecer - Kakurega Izakaya (endereço)

Baseado nas recomendações do nosso convidado do mês, fui conhecer um Izakaya pela primeira vez. Decidi ir em um mais próximo ao escritório do Clube, na Rua Manoel da Nóbrega, 76, próximo à Avenida Paulista, o Kakurega Izakaya.

Izakaya significa, em tradução livre (e segundo a dona do local, com quem fiquei conversando enquanto almoçava), boteco. Um local normalmente frequentado após o trabalho, onde se consomo álcool e petiscos. O Kakurega, além de ser um izakaya tradicional pela noite, também serve pratos para o almoço. Um lugar bem aconchegante, discreto e bem servido.

Para assistir - João Gomes no Tiny Desk

A escolha de João Gomes para cortar a fita vermelha do Tiny Desk no Brasil foi mais do que certeira - beira à perfeição. O cenário, os arranjos, os músicos e a voz de João gomes dão o tom do programa, e chega estabelecendo duas coisas principais:

  1. A proporção que o programa pode chegar. Ontem vi em todos os lugares das redes os cortes das performances, além de comentários de amigos e pessoas que sigo.

  2. o Tiny Desk vai devolver aos artistas do país algo que há muito tempo não recebiam: a oportunidade de desenvolver um formato (entenda bem) secundário para suas canções já conhecidas, podendo vestí-las em outros arranjos, estilos e propostas.

O primeiro episódio é excelente, 10/10, e deixa a gente animado para o que vem pela frente.

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